- 1993 -
Provavelmente eu demoraria muito a encontrar esse filme ou mesmo nunca teria a chance de saber de sua existência, se minha mãe não tivesse me pedido pra achar um filme que: "Aquele cara do hino do Michael canta, o Bruce alguma coisa".
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Eis que seria 'Filadélfia' a história de um advogado homossexual lutando no juri contra não só sua empresa, mas também o preconceito. Preconceito esse que iria mais além do medo que as pessoas tinham no final da década de oitenta, da até então pouco conhecida 'Aids'.
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Tom Hanks foi o protagonista 'Andrew' junto de Denzel Washington 'Não é aquele cara da TV', Antonio Bandeiras 'Miguel' completando, como o namorado de Andrew.
Senti falta de cenas amorosas entre eles, mas entendo que o filme tem como foco unicamente a importância da luta pela verdade que todos se negavam a ver. Andrew lutou bravamente contra todos os problemas e olhares sobre ele, apesar de debilitado ele não se deixava ser atingido por ninguém.
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Uma da coisa muito legal sobre o filme é o segundo personagem mais corajoso, Denzel. Ele desde o incio se mostrou preconceituoso sobre a doença, reagindo de forma notável na frente de Andrew. Homofóbico assumido, ele não negava o desconforto que sentia em relação aos homossexuais em geral, sejam mulheres ou homens. E isso é comum de se ver não? Ele não tinha nada pra nos cativar, até sua bondade exceder o preconceito. Até que seu lado humano pudesse dar mais ouvido a razão do que aos costumes da sociedade.
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Quando notamos o quanto ele foi forte e mudou, tendo contato com aquela realidade, ele descobriu que homossexuais não eram o esteriótipo que contavam, que existiam pessoas com famílias, empregos, bem sucedidas e principalmente de bom caráter. Tem até mesmo uma cena em que ele se perde naquela profundidade que Andrew podia ser, apenas quando em contato com sua música favorita, narrando ela como se a conhece-se tão bem quanto a si mesmo. Ele se sente invadido por aquele turbilhão de sentimentos, ele finalmente abre os olhos e enxerga o cara 'bixa' como o ser humano Andrew.
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Eu não tenho palavras pra mostrar o quanto esse filme é especial e importante, todos deviam vê-lo e sozinhos, pra que pudesse meditar sobre suas ações. Ele ensina como todo bom filme, trás aquela moral da natureza, aquela moral de Deus.
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"Todos nós somos iguais perante os olhos de Deus".
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13-12-2017





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